| SEDNA XF 335 |
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FICHA TÉCNICA:
Modelo: Sedna XF 335
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Um dia ensolarado — mas com o incômodo vento leste soprando forte — serviu de cenário para realizarmos os testes com a mais recente aposta náutica do estaleiro Sedna, voltada aos pescadores aficionados de água salgada
O projeto do modelo XF 335 Express Fisherman foi encomendado à DLBA (Donald L. Blount & Associates, Inc.) — empresa de engenharia e arquitetura naval reconhecida internacionalmente que, desde 1988, não apenas desenvolve projetos como também constrói iates de passeio, lanchas de pesca e embarcações militares e paramilitares. O resultado foi o surgimento de uma embarcação compacta e robusta, que — além de bem dimensionada — tem seu espaço aproveitado de forma excepcional.
Para realizar esse teste, partimos da praia de Tabatinga, litoral norte de São Paulo, com sete pessoas a bordo e com os tanques de água e combustível cheios. Inicialmente, o mar apresentava ondas de 1 a 1,5 metro, e ventos de leste de 10 a 12 nós (18,5 a 22,2 km/h) — o suficiente para tornar a navegação desconfortável. Logo na saída, impressionou-nos o fato de um barco de 60 pés (18,29 metros) de outro estaleiro não conseguir nos acompanhar em um modesto cruzeiro de 22 nós: mérito do desenho de seu casco, cuja bochecha de bombordo corta as ondulações com admirável eficiência.
Foi preciso pouco mais de 50 minutos para cobrirmos as cerca de 20 milhas até a ilha, quando então pegamos o rumo da Teta — um conhecido parcel distante mais 58 milhas náuticas. À medida que avançávamos, as condições de navegação pioraram sensivelmente: o vento chegou a 15 nós, com rajadas de 18, e ondas entre 1,5 e 2 metros se tornaram comuns.
A grande surpresa
Ainda que o mar estivesse nessa situação, não foi preciso reduzir a velocidade, já que a XF 335 continuou a navegar com desenvoltura e praticamente sem molhar os ocupantes. No entanto, o mais surpreendente foi o fato de que, mesmo diante de algumas vagas com mais de dois metros — que faziam a embarcação literalmente voar —, ela pousava novamente sem bater o casco de modo violento, algo incomum nesses casos. Durante todo o percurso, não tivemos que aliviar mais do que três ou quatro vezes para evitar um choque maior com as elevações de água.
A pescaria
Para avaliar seu comportamento em condições adversas, iniciamos esse teste na modalidade de corrico, e a lancha, apesar da presença do Marlin Tower — tão útil nesse estilo praticado no mar, mas que altera o centro de gravidade — provou ser um modelo bastante estável e sem grande balanço lateral. Outro aspecto interessante é que sua praça de pesca, que aparenta ser acanhada, mostrou-se extremamente confortável e com espaço de sobra para os pescadores.
Com pouco mais de duas horas e meia de navegação, optamos por regressar. Isso porque, além do fato de que o mar continuava a aumentar de tamanho, já havíamos submetido a embarcação a condições severas. Ou seja, percorremos todas as direções e em todas as velocidades requeridas na pesca do Sailfish com iscas naturais, e do Marlin com iscas artificiais. Cobrimos o percurso de volta com um cruzeiro de 27 nós, também sem molhar ou bater.
Conclusões
Entre os principais diferenciais dessa lancha destacam-se a altura formidável de sua proa e seu casco em “V” profundo, que vence as ondas com incrível facilidade. Sua grande boca (largura) é uma das maiores responsáveis pela segurança da navegação, sobretudo quando o mar está de popa, como ocorreu durante a nossa volta.
Os dois comandos — tanto da cabine quanto do Marlin Tower — estão bem posicionados e proporcionam conforto e comodidade ao condutor. O acabamento é outro aspecto que salta aos olhos, e as soluções por toda a estrutura são práticas e inteligentes, seja no compartimento interno ou na praça de pesca.
Para concluir, podemos afirmar que a XF 335 é uma lancha pequena,mas apresenta comportamento de embarcação grande.
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